Pneus para carros com GNV
Se você roda com GNV, sabe que a economia no posto é imbatível. Mas já reparou como a traseira do seu carro parece sofrer um pouco mais?
Em geral, carros com o “kit gás” possuem um problema silencioso costuma aparecer: o desgaste acelerado e irregular dos pneus traseiros.
Neste artigo, conheça a ciência por trás dos pneus em carros com GNV e saiba como você pode proteger seu bolso (e sua segurança).
Por que o pneu traseiro do carro com GNV gasta mais rápido?
Aqui na Full Pneus, recebemos motoristas que relatam que seus pneus traseiros “acabaram” antes dos dianteiros — o que desafia a lógica da maioria dos carros de tração dianteira.
O motivo?
O peso constante e a alteração da geometria do veículo.
A saber, em um carro convencional, o maior peso está na frente (motor e transmissão).
No entanto, ao instalar um cilindro de GNV, você adiciona uma carga fixa que varia de 60kg a 100kg diretamente sobre o eixo traseiro.
Sendo assim, quando um pneu trabalha sob sobrecarga constante, a área de contato com o solo se altera.
O efeito “tesoura” na borracha
Imagine que o seu pneu é projetado para tocar o asfalto de forma plana.
Com o peso extra do cilindro, as laterais do pneu (os ombros) são mais pressionadas contra o chão.
Como resultado, isso gera um calor excessivo e uma abrasão maior na borracha.
Neste sentido, se a suspensão não for reforçada com molas específicas para GNV, o carro “arria”, alterando o ângulo de cambagem.
O resultado é aquele pneu que fica careca por dentro enquanto ainda parece novo por fora.
Calibragem: Você está usando a pressão errada?
Um erro comum entre os motoristas é seguir a calibragem padrão de “carro vazio” indicada no manual.
Para quem tem GNV, o carro nunca está vazio.
O cilindro é uma carga permanente, equivalente a ter dois adultos sentados no banco de trás o tempo todo.
A recomendação técnica
Em geral, a orientação para veículos com carga constante é utilizar a calibragem de “carga máxima” para o eixo traseiro.
- Exemplo prático: Se o seu manual indica 30 PSI para uso normal e 34 PSI para carga máxima, o ideal para o seu carro com GNV é manter os 34 PSI atrás, mesmo que você esteja dirigindo sozinho.
- Dica Full Pneus: Calibre sempre com os pneus frios (tendo rodado menos de 3 km). A saber, o pneu quente expande o ar e dá uma leitura falsa, fazendo você rodar com menos pressão do que o necessário.
Alinhamento e Cambagem Traseira
Muita gente acredita que o alinhamento se faz apenas nas rodas da frente.
Errado!
Em carros com GNV, o alinhamento total (geometria completa) é obrigatório.
O peso do cilindro pode forçar os componentes da suspensão, como buchas e braços, causando um desvio na convergência traseira.
Além disso, há o ângulo de cambagem (a inclinação da roda em relação ao solo).
- Cambagem Negativa: É quando a parte superior das rodas se inclina para “dentro”. Com o peso do GNV e molas cansadas, isso acontece com frequência, dessa forma, “comendo” a parte interna do pneu em tempo recorde.
Em suma, conte com a Full Pneus para identificar se o peso do seu kit gás está entortando o eixo ou apenas exigindo um ajuste fino na suspensão.
A Importância Vital do Rodízio em Carros com Carga
Se em carros normais o rodízio é recomendado a cada 10.000 km, para quem usa GNV (especialmente motoristas de aplicativo e táxis), o ideal é antecipar esse serviço para cada 5.000 km ou 7.000 km.
Como o eixo traseiro está sob estresse constante de peso e o dianteiro sofre com a tração e frenagem, trocar a posição dos pneus garante que o desgaste seja uniforme em todo o jogo.
Como resultado, isso evita que você tenha que comprar dois pneus novos prematuramente porque a traseira “devorou” a borracha antes da hora.
Checklist de Manutenção Preventiva para GNV
Para não ser pego de surpresa e garantir que seus pneus durem os 50.000 km ou 60.000 km previstos pelos fabricantes, siga este roteiro:
- Verifique as Molas: Se a traseira do carro está visualmente baixa, suas molas originais cederam. Sendo assim, instale molas reforçadas para GNV para recuperar a geometria original.
- Calibragem Semanal: Não espere um mês. O peso extra exige que a pressão esteja sempre correta para não deformar a carcaça do pneu.
- Inspeção Visual (TWI): Uma vez por quinzena, esterce as rodas e passe a mão pela banda de rodagem. Se sentir que um lado está mais “áspero” ou baixo que o outro, corra para a Full Pneus.
- Amortecedores: O peso do GNV faz o amortecedor trabalhar em uma faixa de compressão para a qual não foi projetado. Amortecedores vencidos fazem o pneu “quicar”, dessa forma, criando manchas de desgaste (escamas) na borracha.
Economia no Gás, Segurança nos Pneus
Rodar com GNV é uma escolha inteligente para o bolso, mas exige um olhar mais atento à manutenção. Ignorar o impacto do peso extra nos pneus pode fazer com que a economia que você tem no posto seja perdida na compra precoce de novos pneus ou em reparos caros de suspensão.
Aqui na Full Pneus em Nova Iguaçu, somos especialistas em preparar seu carro para o dia a dia pesado.
Temos técnicos treinados para ajustar a geometria de veículos com kit gás, dessa forma, garantindo que seu pneu dure o máximo possível.
O seu carro está “arriado” ou os pneus estão gastando torto?
Então, traga seu veículo para uma avaliação gratuita da suspensão traseira.
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